29 Jun 2011

Vida extraterrestre - Y U NO CONTACT US?!

Why does the search for alien life attract the last people we'd want to represent all humankind?

-Metaforth

 

Bom, eu não sei se eu acredito em vida em outros planetas, mas eu concordo com a visão que o Neill Blomkamp, diretor do Distrito 9, compartilha nesse vídeo:

 

 

Ele fala de uma teoria que divide as civilizações em 3 tipos, baseadas em seu grau evolutivo. A vida no planeta terra estaria ainda a caminho de se tornar uma civilização do tipo 1, que consegue explorar totalmente a energia disponivel no seu planeta, de maneira sustentável. Seria uma civilização totalmente globalizada, culturalmente, politicamente etc. Podemos perceber que aos poucos estamos caminhando para esta direção.

O tipo 2 seria uma civilização que consegue explorar totalmente a energia disponível no seu sistema solar, e Blomkamp mostra um modelo bem interessante que explica isso. Já o tipo 3 seria uma civilização que atinge o nivel completo de tecnologia, em que todo pedaço de matéria é matéria pensante, inteligente. E então expande isso para todo o universo. Para vislumbrar isso, devemos imaginar um "taggeamento" total de partes cada vez menores de matéria. Hoje já se fala na internet das coisas, onde é possível integrar objetos e mensurar sua atividade, e a ideia é expandir isso a níveis moleculares.

A razão pela qual não existem sinais de outras civilizações pelo universo, segundo a teoria, se daria em função de que este momento em que vivemos (transição do tipo 0 ao tipo 1) seria o mais difícil na historia de uma civilização, e só quando ela consegue atravessar esta etapa com sucesso, pode se expandir pelo universo.

 

Pushed_toward_extinction

 

Logo, a vida pelo universo, se existe, sofreria da mesma dificuldade que nós: conseguir atingir a excelência tecnológica sem antes destruir o planeta em que vive.

2 Sep 2010

"A última década foi a década do 'social', esta será a década dos jogos"

Foi o que disse Seth Priebatsch em sua TEDTalk, The game layer on top of the world.

Segundo Seth, na última década nós conseguimos estabelecer uma camada social em cima do mundo real, e nós conseguimos fazê-lo de maneira bem sucedida. Ainda existem coisas a ser exploradas, mas o modelo já está pronto e funciona bem. No entanto, a camada dos jogos ainda está sendo construída, as melhores práticas e modelos ainda estão por ser descobertos.

Enquanto a camada social tem por essência as conexões, a camada dos jogos tem como objetivo principal a influência no comportamento. Influênciar onde você está, o que você está fazendo e como você está fazendo.

 

Na palestra, Seth aponta 4 características dos jogos que podem influenciar nosso comportamento:

Appointment dynamic - Para ter sucesso o jogador precisa fazer algo em um horário ou espaço de tempo pré-definido, geralmente em um lugar pré-definido. Como exemplo, o FarmVille, o "joguinho" do Facebook com mais de 80 milhões de usuários, em que você tem que retornar a ele de tempo em tempo para colher suas plantações, antes que estraguem. Quem joga ou conhece alguem que jogue, sabe como essa dinâmica pode realmente afetar a vida das pessoas.

Influence and status - Quando um jogador afeta o comportamento de outro através de pressão social. São os achievements, as badges, os equipamentos ou roupas num MMORPG etc. É a maneira de externar o seu sucesso no jogo. Não preciso nem fazer uma comparação com a "vida real", né.

Progression dynamic - O sucesso é obtido através de uma evolução gradativa, uma "barra de progresso". São os níveis nos jogos. A tendência das pessoas é querer completar essa barra, chegando a 100%, ou ao último nível. Essa dinâmica gera lealdade e engajamento, seja nos jogos, seja na vida real, como na carreira profissional, por exemplo.

Communal discovery - A dinâmica na qual todos em uma comunidade devem trabalhar juntos para resolver um desafio. É uma característica importante, pois potencializa as conexões e as redes de pessoas, com o objetivo de resolver problemas. São os jogos multiplayer, ou os MMORPGs, que acabam gerando fortes sentimentos de amizade e companheirismo entre os jogadores, como estuda Nick Yee.

 

No vídeo, Seth mostra exemplos de como essas características podem ser usadas de maneira positiva. Vou deixar para vocês verem:

 

 

27 Jun 2010

Uma breve história da empatia e a sua importância para a humanidade

Vale a pena ver esse vídeo da RSA baseado na palestra de Jeremy Rifkin, The Empathic Civilization.

É interessante notar que atualmente possuímos cada vez mais ferramentas para conhecer e interagir com novas pessoas, gerando uma quantidade cada vez maior de pontos de empatia, que nos faz reconhecer a fragilidade e a importância dos outros em nosso mundo.

 

Outro ponto importante é a evolução da empatia mostrada no vídeo, que vai dos laços de sangue às noções de pátria, provavelmente atuando como um dos motivos para os tempos atuais serem os menos violentos na história da humanidade. Essa afirmação não é tão ousada, se considerarmos que a chance de sermos mortos por alguém de nossa própria espécie é radicalmente menor do que era há alguns séculos atrás.

É sobre isso que Steven Pinker fala em sua palestra sobre o mito da violência:

 

3 Jun 2010

Social gaming, jogadores casuais e como jogos podem melhorar o mundo

O fenômeno do social gaming vem crescendo no mundo inteiro. O melhor exemplo é o Farmville, da Zynga, sucesso no Facebook (80 milhões de usuários) e seu equivalente no Orkut, o Colheita Feliz (20 milhões), da Mentez. Esse fenômeno não é arbitrário e sim o fruto de uma evolução na cultura dos games, que se tornaram mais diversificados e mais acessíveis. Jogar online hoje em dia não é mais uma exclusividade do mundo nerd.

Como mostrou Edward Castronova, em uma palestra transmitida pelo Second Life, o perfil dos jogadores de jogos eletrônicos não é mais o tradicional esteriótipo do nerd adolescente do sexo masculino. O levantamento realizado demonstra que nos EUA, a idade média dos jogadores é de 33 anos, e a cada ano que passa, essa média tem subido 1 ano. E a maioria é do sexo feminino!

Ou seja, a quantidade de jogadores heavy-users foi ultrapassada pela de jogadores casuais, que apesar de não estarem totalmente por dentro do universo dos jogos, têm o hábito de jogar com certa frequência. No caso dos "jogos sociais", são incentivados pelo estímulo de compartilhar essa experiência com os amigos.

Nas aulas da disciplina Argumentos e estruturas narrativas, que cursei na Universidade do Porto, nosso professor traçou uma evolução na maneira de se jogar, que começa com jogar sozinho, passa por jogar com os outros e resulta no com os outros, jogar. O grande atrativo agora é a parte social, interagir com os amigos e fazer novos, enquanto se joga.

Com o aumento da abrangência social dos jogos e a diminuição do preconceito e da criação de esteriótipos em relação aos jogadores, pode-se começar a discutir uma outra questão: como podemos incorporar aspectos positivos dos jogos em nossas vidas? ou até: como os jogos podem tornar o mundo melhor?

Jane McGonigal é desenvolvedora de jogos online e nessa TEDTalk fala sobre o tema, explicando como os jogos despertam engajamento nas pessoas e o que podemos aprender com eles para melhorar o mundo. Muito interessante, vale a pena ver.

 

 

1 Jun 2010

Realidade aumentada para facilitar o dia a dia

De maneira bastante objetiva, realidade aumentada é a tecnologia que insere elementos virtuais no ambiente real, como uma forma de ampliar a percepção e interação com as coisas ao nosso redor. Para isso é necessário um dispositivo para captar a imagem (vulgo câmera) e um dispositivo para projetar a nova imagem, já com as camadas adicionais. Vou mostrar logo um exemplo:

Esse simulador para experimentar relógios de pulso da Tissot requer que o usuário imprima um relógio de papel e bote no pulso, e aí, utilizando a webcam, o software gera no monitor as imagens dos modelos de relógio no seu pulso.

 

A grande aposta para utilização dessa tecnologia são os celulares. Imagine apontar a câmera do seu aparelho para um prato de comida e ver na tela as calorias e informações nutricionais? Ou usar o celular para saber onde fica a estação de metro mais próxima e em que direção ela segue simplesmente filmando o local onde você está? Veja esse aplicativo para iphone:

 

Essa TEDTalk é sobre o SixthSense, um mecanismo desenvolvido por um reles PhD do MIT, que com uma câmera e um projetor adiciona camadas de informação aos objetos identificados e permite interagir com essa informação, no melhor estilo Minority Report. Uma das coisas que eu achei interessante é a simulação do teclado numérico do telefone na palma da mão e a projeção do relógio de pulso, ou seja, imaginamos o futuro a partir das convenções universais já incorporadas pela nossa cultura.

 

Nem vou falar da potencialidade desse tipo de tecnologia para games, porque esse é um tema que merece um novo post!

26 May 2010

O Paradoxo da Escolha

Vou estrear o blog falando de um tema que me interessa muito e, não à toa, virou o tema da minha monografia: o Paradoxo da Escolha.

Entrei em contato com o tema ao assistir a palestra do psicólogo Barry Schwartz no TEDTalks, depois fiquei tão interessado que comprei o livro e li outros artigos do autor. Resumindo: Ele definiu a questão do Paradoxo da Escolha como uma oposição a verdade absoluta de que mais opções e escolhas significam maior liberdade e um nível maior de felicidade. Dando exemplos do nosso cotidiano, ele mostra como as opções de escolha, em todas as esferas da vida, não param de aumentar e como isso pode ser prejudicial.

Quem nunca foi comprar um celular e ficou perdido diante de tantas opções de aparelhos e planos? É isso que Schwartz mostra. O aumento do número de opções pode causar paralisia e gerar processos psicológicos que nos fazem adiar as decisões.

 

 

Outra TEDTalk interessante de Schwartz: The real crisis? We stopped being wise

E na onda do Lost, J.J. Abrams falando sobre a importância do mistério

 

Marcos Malagris

Profissional de Marketing Digital, graduado em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e cursando Pós-Gradução em Marketing e Design Digital pela ESPM.
Acredito na Internet como um ferramenta incrível de potencialização da Inteligência Coletiva e da Cultura Colaborativa.
                                     

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