A internet nos levará até lá.
Tenho que postar aqui essa "tirinha" que eu vi no The Curious Brain, pois ela traduz todo o otimismo pelo futuro que eu tenho e que me fez escolher a profissão que tenho hoje.
Internet, tecnologia, cibercultura, games e questões do mundo pós-moderno.
Tenho que postar aqui essa "tirinha" que eu vi no The Curious Brain, pois ela traduz todo o otimismo pelo futuro que eu tenho e que me fez escolher a profissão que tenho hoje.
É o que defende Jim Gilliam, empreendedor, ativista e fundador da 3dna, uma startup que cria ferramentas para incentivar e facilitar o ativismo político através da internet. Gilliam enfrentou graves problemas de saúde, como a luta para vencer o câncer e um arriscado transplante de pulmões, e defende ter encontrado na internet o conceito de deus.
God is what happens when humanity is connected. Humanity connected is God. Each one of us is a creator but, together, we are THE creator.”
Eu realmente concordo com essa visão de deus pautada na total integração da humanidade e nas potencialidades da inteligência coletiva. Tem um pouco mais sobre o tema neste post aqui.
(Post originalmente do Trend Zombies, resolvi postar aqui também!)
O número de pessoas às quais estamos conectados não para de aumentar, mas isso quer dizer que estamos realmente desenvolvendo mais relações?
Bom, o antropólogo Robin Dunbar, estudando grupos de primatas, chegou a conclusão de que o tamanho natural destes grupos estava diretamente ligado ao tamanho do neocórtex das espécies, parte do cérebro que lida com pensamentos e raciocínio complexos. Ou seja, as espécies com o neocórtex maior conseguiam manter mais relacionamentos, formando grupos também maiores. A partir desta constatação, Dunbar estudou os humanos, constatando que o número médio, natural, de um grupo de pessoas era de aproximadamente 150 pessoas (147,5 para ser mais exato). O Número de Dunbar seria o número de indivíduos com os quais a maioria de nós consegue manter um relacionamento, por meio de contato pessoal, uma espécie de capacidade social.
Dunbar, analisando diferentes culturas, como tribos da Austrália, Papua Nova Guiné e Groelândia, sempre esbarrou neste número. Notou também que nas organizações militares, com o passar dos anos, chegou-se a uma regra empírica, que dizia que unidades de combate funcionais não podem ter mais do que 200 homens. "Com unidades desse tamanho, é possível implementar ordens e controlar comportamentos rebeldes com base na lealdade pessoal e em contatos diretos homem a homem. Nos grupos maiores, isso é inviável."
No livro, O Ponto da Virada, Malcolm Gladwell utiliza como exemplo um grupo religioso conhecido como huteristas, que vivem de agricultura e subsistência em colônias da Europa e em alguns lugares dos Estados Unidos. Os huteristas adotam a política de dividir a colônia assim que o número de integrantes se aproxima de 150, e seguem essa regra há séculos, com o objetivo de garantir que os integrantes conheçam bem uns aos outros e mantenham-se entrosados.
Ok, mas e nós que vivemos em meio a redes sociais e aparatos tecnológicos que nos aproximam de cada vez mais pessoas?
Para Don Tapscott, autor do Best Seller Wikinomics, a Internet e a tecnologia de redes sociais destroem os supostos limites de Dunbar. O Autor defende seu ponto dizendo que os jovens da Geração Internet usam redes de comunicação muito grandes e complexas, removendo de seu caminho problemas de localização geográfica e fusos horários e contactando outras pessoas com muito mais rapidez e facilidade do que antigamente.
Ok, não podemos questionar isso. Mas vamos imaginar o seguinte: entre os "amigos" que possuímos em nossas redes sociais, com quanto realmente interagimos? Dentre esses que interagimos, com quantos realmente podemos dizer que temos uma "relação"?
Dunbar opina sobre essa questão, dizendo que os meios digitais nos ajudam a manter contato quando estamos separados e a manter nossas relações vivas, mas, eventualmente, temos que nos reunir com essas pessoas fisicamente para fazer coisas juntos.
Já que esse post trouxe mais perguntas do que respostas mesmo, lá vai: A Internet e as redes sociais desbancaram Dunbar ou podemos dizer que o número de relações significativas que temos continua o mesmo?