15 Jun 2011

Por que procuramos desculpas antes mesmo das coisas darem errado?

É o que discute Seth Godin em seu blog, onde posta reflexões sempre geniais.

Godin mostra que essa busca por desculpas, ou por alguém para culpar caso as coisas dêem errado, nos dá uma sensação de tranquilidade e de confiança para seguir com nossos projetos. Se fracassarmos, provavelmente foi por uma causa inevitável, um risco que já estava previsto desde o início do projeto. O problema é que ao começar a procurar desculpas antes mesmo de iniciarmos uma nova empreitada, é possível que não nos empenhemos com a mesma voracidade. Além disso, as causas que atribuímos aos nossos fracassos podem inclusive nos deixar mais ou menos propensos à depressão.

 

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O psicólogo Martin Seligman, em experiências sobre o fracasso e a depressão, identificou que as pessoas que atribuíam seu fracasso a causas de natureza específica, passageira e universal, não deixavam este afetar o seu desempenho em futuras situações, já que as causas do fracasso estavam além do seu controle. No entanto, os que atribuíam ao fracasso causas gerais, crônicas e pessoais, estavam mais dispostos a deixar que isto afetasse eventos futuros, pois relacionavam a falta de sucesso com características pessoais, fatores imutáveis, que  iriam atuar novamente em uma nova situação. O segundo tipo, portanto, estava mais propenso à depressão, já que ao atribuir causas gerais para o fracasso, esperava que este o acompanhasse em todas as esferas da vida.

O que fazer então? Seth propõe evitar as desculpas de qualquer maneira:

Here's an alternative to the excuse-driven life: What happens if you relentlessly avoid looking for excuses at all? Instead of seeking excuses, the successful project is filled with people who are obsessed with avoiding excuses. If you relentlessly work to avoid opportunities to use your ability to blame, you may never actually need to blame anyone. If you're not pulled over by the cop, no need to blame the speedometer, right?

 

22 May 2011

Menos estratégia e mais execução - o planejamento pode matar ideias

Nós somos muito ruins em prever quais de nossas ideias irão dar certo. Para minimizar o risco de uma ideia se mostrar um fracasso, nós planejamos. Mas, o problema começa a ocorrer quando gastamos muito tempo com planejamento, etapa na qual muitas ideias morrem.

Quero compartilhar com vocês a palestra de Frans Johansson: The Secret Truth About Executing Great Ideas, onde ele discute a questão. Frans mostra que o fator comum aos inovadores, seja qual for a categoria, é o grande número de ideias que eles tentam tornar realidade, mesmo que possam vir a fracassar. Como disse Samuel Beckett: "Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better".

Longos processos de planejamento, nos quais você precisa agradar o público-alvo da sua ideia, além das pessoas que vão, de maneira direta ou indireta, bancar o seu projeto, podem alterar totalmente o foco inicial, criando os "monstros" que muitas vezes vemos por aí. Em algumas situações pode ser melhor simplesmente começar a execução e melhorar a ideia a partir do feedback obtido, adaptando-a.

Os grande inovadores são sempre mostrados como visionários que tiveram uma ideia genial, de uma hora para a outra. Quando lemos sobre eles, não são mostrados todos seus fracassos, mas somente aquela ideia específica que deu certo.

A dica, portanto, é fazer. Executar o máximo de ideias que você conseguir e não se sentir mal de abandonar os projetos que não estiverem dando certo. Vou fechar o post com uma frase conhecida, do antigo CEO da Southwest Airlines:

"We have a strategic plan. It's called doing things."


(Post ressucitado do Trend Zombies)

Marcos Malagris

Profissional de Marketing Digital, graduado em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e cursando Pós-Gradução em Marketing e Design Digital pela ESPM.
Acredito na Internet como um ferramenta incrível de potencialização da Inteligência Coletiva e da Cultura Colaborativa.
                                     

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