Social gaming, jogadores casuais e como jogos podem melhorar o mundo
O fenômeno do social gaming vem crescendo no mundo inteiro. O melhor exemplo é o Farmville, da Zynga, sucesso no Facebook (80 milhões de usuários) e seu equivalente no Orkut, o Colheita Feliz (20 milhões), da Mentez. Esse fenômeno não é arbitrário e sim o fruto de uma evolução na cultura dos games, que se tornaram mais diversificados e mais acessíveis. Jogar online hoje em dia não é mais uma exclusividade do mundo nerd.
Como mostrou Edward Castronova, em uma palestra transmitida pelo Second Life, o perfil dos jogadores de jogos eletrônicos não é mais o tradicional esteriótipo do nerd adolescente do sexo masculino. O levantamento realizado demonstra que nos EUA, a idade média dos jogadores é de 33 anos, e a cada ano que passa, essa média tem subido 1 ano. E a maioria é do sexo feminino!
Ou seja, a quantidade de jogadores heavy-users foi ultrapassada pela de jogadores casuais, que apesar de não estarem totalmente por dentro do universo dos jogos, têm o hábito de jogar com certa frequência. No caso dos "jogos sociais", são incentivados pelo estímulo de compartilhar essa experiência com os amigos.
Nas aulas da disciplina Argumentos e estruturas narrativas, que cursei na Universidade do Porto, nosso professor traçou uma evolução na maneira de se jogar, que começa com jogar sozinho, passa por jogar com os outros e resulta no com os outros, jogar. O grande atrativo agora é a parte social, interagir com os amigos e fazer novos, enquanto se joga.
Com o aumento da abrangência social dos jogos e a diminuição do preconceito e da criação de esteriótipos em relação aos jogadores, pode-se começar a discutir uma outra questão: como podemos incorporar aspectos positivos dos jogos em nossas vidas? ou até: como os jogos podem tornar o mundo melhor?
Jane McGonigal é desenvolvedora de jogos online e nessa TEDTalk fala sobre o tema, explicando como os jogos despertam engajamento nas pessoas e o que podemos aprender com eles para melhorar o mundo. Muito interessante, vale a pena ver.
