16 Mar 2011

Por que existimos?

Acabei de ver o documentário de Roger Nygard: A Natureza da Existência. Nele, o diretor se propõe a viajar o mundo e se reunir com autoridades influentes no campo da religião, física, psicologia etc., em busca da resposta à pergunta fundamental, do mistério da vida, o universo e tudo mais:  Por que existimos?


Cinema-the-nature-of-existence

Dentre muitos depoimentos interessantes sobre a existência ou não de deus, o do astrofísico Stanford Woosley realmente me impactou:

Tudo começou neste universo há cerca de 14,7 bilhões de anos quando houve o Big Bang. Talvez um de muitos. E nesse Big Bang, foram criados apenas dois elementos: hidrogênio e hélio. E não dá para fazer muito para criar vida ou até planetas apenas com esses dois elementos.

O hélio é inerte e o hidrogênio não tem nada com que possa reagir. Além deles, nós nos concentramos nas estrelas. As primeiras estrelas produziram os primeiros elementos pesados e, com o tempo, algumas estrelas evoluíram, outras morreram, as supernovas. E elas produziram os cerca de 80 elementos da natureza que conhecemos.

Somos poeira estelar. O Universo evolui. As estrelas e as pessoas evoluem. Tudo que está vivo evolui. Podemos ser o caminho rumo a uma inteligência suprema, a alguma vida suprema no Universo que seria quase indissociável do que chamamos de Deus.


Bom, tudo que está vivo evolui, ok. Obviamente, estamos hoje no estágio mais evoluído de nossa espécie. Estamos cada vez mais conectados, mais conscientes do que acontece no resto do mundo. A humanidade está cada vez mais integrada em termos de causas e consequências, conseguimos afetar mais pessoas com a exteriorização de nossas ideias. O conceito de Inteligência Coletiva faz cada vez mais sentido e estamos caminhando para um mundo de total integração. Algum dia estaremos totalmente conectados, não só às pessoas, mas também aos objetos de nosso mundo, como começa a acontecer com a Internet das Coisas.

Esse estágio máximo de integração pode ser o que Woosley prevê como a inteligência suprema, a vida suprema. Ou seja, um só organismo que, por ser completo e pleno em si mesmo, não admite uma existência superior, se tornando indissociável do que chamamos de Deus.

 

Pergunto: Viajei forte nessa?