A internet nos levará até lá.
Tenho que postar aqui essa "tirinha" que eu vi no The Curious Brain, pois ela traduz todo o otimismo pelo futuro que eu tenho e que me fez escolher a profissão que tenho hoje.
Internet, tecnologia, cibercultura, games e questões do mundo pós-moderno.
Tenho que postar aqui essa "tirinha" que eu vi no The Curious Brain, pois ela traduz todo o otimismo pelo futuro que eu tenho e que me fez escolher a profissão que tenho hoje.
Dúvida? Dá só uma olhada:
So here what we have is two people that hate each other and don't ever wanna talk, but the phone machine is like this relationship respirator keeping these marginal, braindead, relashionships alive... And we all do it. Why? So that when we come home we see that little flashing red light.
You go: alright, messages. People need that. Is very important for human beings to fell they're popular and well-liked amongs a large group of people that we don't care for. - Jerry Seinfeld
Via Om.co
Suddenly, one day some little fat girl in Ohio is gonna be the new Mozart…and make a beautiful film with her father’s little camera-corder, and for once this whole professionalism about movies will be destroyed, forever, and it will really become an art form.” - Francis Ford Coppola
Via brain pickings
Um "experimento mental" (do alemão Gedankenexperiment) é um exercício conceitual que funciona a partir de uma teoria ou premissa para estudar os desdobramentos de suas consequências. É muito utilizado para testar situações impraticáveis no mundo real, ou seja, quando você está divagando com seus amigos sobre viagem no tempo, teletransporte ou o que fazer num apocalipse zumbi, vocês estão fazendo um Thought Experiment.
A Open University, no projeto 60-Second Adventures in Thought, separou alguns dos mais famosos experimentos mentais e fez vídeos bem legais para explicá-los:
#1 O Paradoxo da Tartaruga e de Aquiles - The Paradox of the Tortoise and Achilles
Fala sobre o movimento como ilusão e como uma coisa pode ser dividida um número infinito de vezes.
#2 O Paradoxo do Avô - The Grandfather Paradox
E se você voltasse no tempo e matasse seu avô? Não precisa ser o Dr. Emmett Brown para saber que isso não vai acabar bem...
#3 O Quarto Chinês - The Chinese Room
Basicamente a defesa de que não existe uma inteligêncial artifical verdadeira, e que sintaxe não é garantia de semântica.
#4 O Paradoxo do Hotel Infinito de Hilbert - Hilbert’s paradox of the Grand Hotel
Esse é para dar nó na cabeça. O que fazer quando chega um novo hóspede em um hotel que possui quartos infinitos, mas todos ocupados?
Gamefication é um termo que está na moda. Há algum tempo começamos a ver muitas empresas tentando inserir características de jogos para gerar engajamento com seus produtos e serviços. Ou seja, bota uma badge aqui, um sistema de ranking ali, a possibilidade de convidar os amigos para competir e voilá, sua marca é super antenada nas últimas tendências.
Mas dificilmente você vê uma coisa linda como essa. Quando li essa matéria da Wired, sobre um aplicativo para iPhone/Android que simula um apocalipse zumbi para dar mais diversão a suas sessões de corrida, fiquei tão empolgado que tive que vir direto aqui escrever, e não é só porque tem zumbis no meio.
Vídeo sobre o aplicativo:
Mas isso não é o mais legal.
Como defende Jane McGonigal, uma das principais características do mundo dos games, responsável por gerar forte engajamento, é a criação de um cenário onde a qualquer momento você pode atingir um epic win, ou seja, ser responsável por uma vitória incrível, um momento realmente épico.
Agora me diz, quantas vezes você acorda pela manhã com a real possibilidade de ter a experiência de um epic win em seu dia?
É por isso que os jogos são vistos muitas vezes como uma forma de escapismo, afinal, além da possibilidade de epic wins, nos mundos criados pelos jogos você tem objetivos claros e consegue acompanhar sua evolução a curto/médio prazo.
Todo mundo busca seus epic wins em algum lugar, algumas assistindo futebol ou outros hobbies, outras através do consumo etc. A questão é como conseguir trazer mais desses momentos para o nosso dia a dia, inserindo um elemento de surpresa e de sensação de superação em nossas rotinas, e é que entra o potencial real dos processos de "gameficação".
Para quem curte o tema, recomendo esse post fantástico no Brainstorm 9: Gamefication é um fenômeno atual, certo?
É o que defende Jim Gilliam, empreendedor, ativista e fundador da 3dna, uma startup que cria ferramentas para incentivar e facilitar o ativismo político através da internet. Gilliam enfrentou graves problemas de saúde, como a luta para vencer o câncer e um arriscado transplante de pulmões, e defende ter encontrado na internet o conceito de deus.
God is what happens when humanity is connected. Humanity connected is God. Each one of us is a creator but, together, we are THE creator.”
Eu realmente concordo com essa visão de deus pautada na total integração da humanidade e nas potencialidades da inteligência coletiva. Tem um pouco mais sobre o tema neste post aqui.
Há! Duvido!
Sabe aquela história de que alguém perdido em um local ermo começa a andar em circulos? Então, o pesquisador Jan L. Souman, da Alemanha, resolveu conduzir experimentos para tentar entender esse fenômeno, muito difundido na cultura popular. Em seu estudo, publicado na revista Current Biology, acompanhou com a ajuda de um GPS a performance de diferentes pessoas, que demonstraram a incapacidade de andar em linha reta com os olhos vendados ou sem um ponto fixo de referência. Os que caminharam sem vendas, em um dia de tempo bom, conseguiram uma melhor performance, pois tinham o sol como ponto de referência.
Nesta foto a comparação dos caminhantes em um dia de tempo ruim (em azul) e em um dia de tempo bom (em amarelo):
Mas por que isso acontece? A resposta é que ninguém sabe. O pesquisador testou as diferenças entre destros e canhotos, hipóteses como a predominância motora de um dos lados do cérebro e até pequenas diferenças no tamanho das pernas dos caminhantes, e não chegou a nenhuma conclusão. Experimentos são feitos até hoje e ninguém sabe ainda o porquê desse comportamento.
Um vídeo bem legal que explica a questão:
Vi no Na falta de um job e NPR
Bizarro, né?
Tendo a ignorar toda argumentação que vem depois da expressão: "No meu tempo, ..."
Eu queria que a Superinteressante fizesse alguma matéria explicando porque as pessoas têm a necessidade de dizer que antigamente as coisas eram melhores e de desdenhar a geração atual, dizendo que não é educada como antigamente, que não luta pelas coisas, que quer tudo na mão e aquele velho blá-blá-blá que eu futuramente vou ter que dizer pro meu filho também.
Me pergunto se no meu aniversário de 40 anos eu vou receber uma carta do governo dizendo que a partir de agora eu vou ter que começar a proferir esse discurso.
Eu estou falando isso por causa do artigo Meu filho, você não merece nada, publicado pela Eliane Brum na Revista Época, que fala sobre o despreparo da geração atual para lidar com as frustrações e a "ilusão de que a vida é fácil". Segundo a autora, os jovens que começam a entrar na vida adulta estão mal acostumados com sua infância e adolecência, pois ganhavam tudo nas mãos, "sem ter de lutar por quase nada relevante".
Essa frustração é bem descrita por Tyler Durden no filme Clube da Luta:
We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off.
Listen up, maggots. You are not special. You are not a beautiful or unique snowflake. You're the same decaying organic matter as everything else.
A questão é que realmente não temos grandes inimigos para lutar, ou uma figura central contra a qual se revoltar. Nossos opressores estão dispersos, daí as milhares de "marchas" que vão surgindo por aí, como a Marcha das Vadias, Marcha da Liberdade, da Maconha etc. É da nossa natureza enquanto jovens a revolta e a luta contra os modelos antigos, mas nossa sociedade, apesar de cada vez mais integrada, sofre com o problema de uma cauda longa de problemas, tão segmentados e difíceis de identificar que não parecem problemas "legítimos", como os que tínhamos antigamente.
Ah, e newsflash: Sabe a pirâmide do Maslow? Pois é, conforme formos combatendo os problemas principais da humanidade, como fome e segurança, irão restar os problemas mais superfíciais e dignos de mimimis, do tipo ninguém me ama, ninguém me quer.
Mas, e aí? Vamos reclamar que nosso tempo tínhamos problemas de verdade e que a vida era sofrida?
Bom, uma pesquisa entitulada Lottery Winners and Accident Victims: Is Happiness Relative?, realizada em 1978, analisou os níveis de felicidade de dois grupos diferentes, pessoas que ganharam na loteria no ano anterior e pessoas que ficaram paraplégicas ou tetraplégicas por causa de acidentes. Como esperado, os vencedores na loteria apresentaram resultados maiores na escala de felicidade que os paralíticos, porém, surpreendentemente, não apresentaram um nível maior que a média das pessoas que não tinham participado de nenhum dos dois eventos. Paralelamente, os níveis de felicidade das vítimas de acidente eram um pouco menores que os da média das outras pessoas, porém, mesmo assim, estas se consideraram felizes. Passado algum tempo da ocorrência dos eventos em questão, um novo teste foi aplicado, e o nível de felicidade entre os grupos estudados se aproximou. Ou seja, uma vez que um novo referencial foi estabelecido (a riqueza ou a paralisia), ocorreu um processo de adaptação às circunstâncias, gerando um novo conceito de felicidade.
Acredito que a percepção de sofrimento funcione da mesma maneira. O nível de sofrimento e a sensação de dificuldade na vida também são relativos, depende do referêncial. Quem pode dizer que os problemas de uma geração são mais legítimos que os de outra?
http://make-everything-ok.com/
Além do mais, me parece no mínimo contraditório que as pessoas batalhem tanto para dar uma vida melhor a seus filhos e depois reclamem que eles não tem dificuldades suficientes. A ideia não é lutar para que seus filhos não tenham os mesmos problemas que você teve? Se a gente não passasse adiante o que já conquistamos, a humanidade não conseguiria seguir em frente, cada geração teria que inventar a roda de novo. E aí cito minha amiga Fernanda: "ia ser que nem o joão de barro, que constrói casa, mas não desenvolve arquitetura nem engenharia".
Concluindo, eu sei que alguns pais fazem muito as vontades de seus filhos, e que o "Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua” tem um grande valor, mas pera aí, esse papo de que a geração atual é mimada e descomprometida já deu, né?
No mundo de hoje está cada vez mais díficil ficar sozinho. Estamos com a companhia de nossos amigos e conhecidos, mesmo que virtualizada, o tempo todo, através de nossos celulares, redes sociais etc. Temos a certeza de poder contactá-los a qualquer momento, além de nos fazermos disponíveis, ao checar nossos perfis online e dormir com o celular do lado, afinal, a qualquer momento pode acontecer alguma coisa “importante”.
Além disso, hoje transitamos com facilidade entre diversos domínios, como o trabalho, o lazer, a família etc. É possível estar trabalhando e estar disponível a qualquer momento para assuntos familiares, por exemplo. Estamos cada vez mais conectados e isso é ótimo. No entanto, aquele momento de ficar sozinho para descansar, refletir e se dedicar às suas paixões, sem interferências externas, é muito importante, e pode ser que estejamos caminhando para um futuro em que isso seja impossível. Será que estamos ficando dependentes demais?
Vale a pena ver esse curta que fala sobre a dificuldade de ficar sozinho:
(Post ressucitado do Trend Zombies)
Why does the search for alien life attract the last people we'd want to represent all humankind?
Bom, eu não sei se eu acredito em vida em outros planetas, mas eu concordo com a visão que o Neill Blomkamp, diretor do Distrito 9, compartilha nesse vídeo:
Ele fala de uma teoria que divide as civilizações em 3 tipos, baseadas em seu grau evolutivo. A vida no planeta terra estaria ainda a caminho de se tornar uma civilização do tipo 1, que consegue explorar totalmente a energia disponivel no seu planeta, de maneira sustentável. Seria uma civilização totalmente globalizada, culturalmente, politicamente etc. Podemos perceber que aos poucos estamos caminhando para esta direção.
O tipo 2 seria uma civilização que consegue explorar totalmente a energia disponível no seu sistema solar, e Blomkamp mostra um modelo bem interessante que explica isso. Já o tipo 3 seria uma civilização que atinge o nivel completo de tecnologia, em que todo pedaço de matéria é matéria pensante, inteligente. E então expande isso para todo o universo. Para vislumbrar isso, devemos imaginar um "taggeamento" total de partes cada vez menores de matéria. Hoje já se fala na internet das coisas, onde é possível integrar objetos e mensurar sua atividade, e a ideia é expandir isso a níveis moleculares.
A razão pela qual não existem sinais de outras civilizações pelo universo, segundo a teoria, se daria em função de que este momento em que vivemos (transição do tipo 0 ao tipo 1) seria o mais difícil na historia de uma civilização, e só quando ela consegue atravessar esta etapa com sucesso, pode se expandir pelo universo.
Logo, a vida pelo universo, se existe, sofreria da mesma dificuldade que nós: conseguir atingir a excelência tecnológica sem antes destruir o planeta em que vive.
Como eu me amarro em curtas e dou graças a deus todos os dias por viver em um mundo em que o Youtube existe, resolvi transformar meu primeiro post sobre curtas em uma série. Seguem mais algumas indicações:
Amigos Bizarros do Ricardinho - Augusto Canani
História de Ricardo Lilja contada através de alguns casos de seus estranhos amigos.
(Via Na Falta de um Job)
Zero - Christopher Kezelos e Christine Kezelos
Animação bacana sobre ser diferente.
(Via Update or Die)